“Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus…” 1 João 3:1
João não está simplesmente admirado com o amor de Deus. Ele está convidando seus leitores a parar e contemplar algo extraordinário.
A ideia da expressão é: “Olhem para isso! Considerem que espécie de amor é este!”
E quanto mais olhamos para o amor de Deus, mais extraordinário ele se torna.
Porque não estamos falando simplesmente do fato de que Deus amar pecadores, mas como esse amor se manifesta.
É verdadeiramente um amor além da nossa compreensão.
1. A iniciativa desse amor.
“Nós amamos porque ele nos amou primeiro.” 1 João 4:19
Não fomos nós que começamos essa história. Deus começou. Ele nos amou primeiro.
E Romanos 5:8 torna isso ainda mais surpreendente: Deus demonstrou seu amor quando “éramos ainda pecadores”.
Nossa salvação começa com o amor de Deus por nós. Um amor que tomou a iniciativa.
2. O tamanho desse amor.
Em Efésios 3:18-19
Paulo fala da:
largura, comprimento, altura e profundidade do amor de Cristo.
É como se Paulo tentasse colocar uma fita métrica em algo que não pode ser medido.
Quanto mede o amor de Deus? Não sabemos.
Podemos mergulhar nesse oceano, mas nunca tocar seu fundo.
Um amor impossível de medir.
3. O custo desse amor.
1 João 4:9-10
“Nisto se manifestou o amor de Deus em nós: em haver Deus enviado o seu Filho unigênito ao mundo…”
O amor invisível de Deus tornou-se visível em Cristo.
E sua maior demonstração aconteceu na cruz.
João 3:16: Deus amou e, por isso, deu.
Se alguém perguntar:
“Como posso saber que Deus ama?”
Olhe para a cruz.
A cruz revelou o amor que já estava no coração de Deus.
Este amor não ficou apenas nas palavras. Ele deu o que tinha de mais precioso: Seu Filho.
Um amor que custou a morte na cruz.
4. O efeito desse amor.
Aqui voltamos ao texto principal:
1 João 3:1
“…a ponto de sermos chamados filhos de Deus; e, de fato, somos filhos de Deus.”
Deus poderia simplesmente ter perdoado nossa culpa.
Mas Ele fez mais. Ele nos recebeu em sua família.
O juiz que nos absolveu é também o Pai que nos adotou.
Não somos apenas pecadores perdoados.
Somos filhos amados.
Este é o amor que transforma pecadores em filhos.
5. O poder desse amor.
1 João 3:6
“Todo aquele que permanece nele não vive pecando; todo aquele que vive pecando não o viu, nem o conheceu.”
Quem foi alcançado pelo amor do Pai não pode continuar indiferente ao Pai.
A graça que nos recebe é também a graça que nos transforma.
Por isso, existe uma diferença fundamental:
A obediência cristã não é uma tentativa desesperada de conquistar o amor do Pai.
É a resposta de um filho que descobriu que já é amado.
6. A fidelidade desse amor.
Em Romanos 8:38-39
Paulo percorre praticamente todo o universo procurando alguma coisa capaz de separar o cristão do amor de Deus.
E então conclui:
“nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.”
Nossa segurança não está na força com que seguramos Deus. Está na fidelidade com que Deus nos segura.
O amor que começou nossa história com Ele será o amor que nos conduzirá até o fim.
Este é o amor que está além da nossa compreensão.
“…o amor de Cristo, que excede todo entendimento…” Efésios 3:19