“Pedro, pois, estava guardado no cárcere; mas havia oração incessante a Deus por parte da igreja em favor dele.” Atos 12:5
Herodes Agripa já havia prendido alguns cristãos para maltratá-los. Tiago, irmão de João, havia sido morto à espada e, percebendo que isso agradava aos judeus, Herodes mandou prender também Pedro.
Seu plano era mantê-lo na prisão até depois da Páscoa e, então, apresentá-lo publicamente.
Todas as precauções foram tomadas para que Pedro não escapasse.
“…entregando-o a quatro escoltas de quatro soldados cada uma, para o guardarem.”
Atos 12:4
Humanamente falando, a situação parecia irreversível. Pedro estava preso, acorrentado e cercado por todo o aparato militar colocado por Herodes para guardá-lo.
O que a igreja poderia fazer?
Ela não tinha influência política para pressionar Herodes. Não tinha soldados para enfrentar os soldados. Não tinha autoridade para abrir as portas da prisão.
Mas a igreja podia orar.
E foi exatamente isso que ela fez.
As circunstâncias eram humanamente irreversíveis, mas eles oraram.
O problema parecia insolúvel, mas eles oraram.
As portas estavam fechadas, Pedro estava acorrentado e havia soldados fazendo guarda, mas eles oraram.
A igreja não tinha poder para abrir a prisão, mas conhecia o Deus diante de quem nenhuma prisão permanece fechada.
Lucas diz:
“…mas havia oração incessante a Deus por parte da igreja em favor dele.” Atos 12:5
A palavra grega traduzida por “incessante” é ektenōs, que transmite a ideia de intensidade, fervor e empenho. É uma palavra da mesma família daquela utilizada por Lucas para descrever a oração intensa de Jesus no Getsêmani (Lc 22:44).
A igreja não estava apenas reunida. A igreja estava clamando.
Pedro poderia estar contando as últimas horas antes de sua possível morte. Na noite anterior ao dia em que Herodes pretendia apresentá-lo ao povo, aconteceu o inesperado.
Deus enviou um anjo.
Uma luz brilhou na prisão. As correntes caíram das mãos de Pedro. As portas foram abertas e ele saiu da prisão.
Aquilo que era impossível para a igreja nunca havia sido impossível para Deus.
Mas Atos 12 também nos ensina algo muito importante sobre a oração. No mesmo capítulo em que Pedro foi milagrosamente liberto, Tiago havia sido morto.
Por isso, a oração não é uma técnica para obrigar Deus a realizar aquilo que desejamos. Oramos porque confiamos na soberania, na bondade e no poder de Deus.
Às vezes Deus nos livra da provação.
Outras vezes Deus nos sustenta na provação.
Mas em todas as circunstâncias, ele continua sendo Deus.
Os filhos e filhas de Deus podem não possuir armas para enfrentar soldados, nem poder terreno para derrubar portas, mas possuem acesso àquele que tem todo o poder no céu e na terra.
Anos depois, Pedro escreveria aos cristãos que também enfrentavam sofrimento e perseguição, recordando-lhes uma preciosa verdade das Escrituras:
“Porque os olhos do Senhor repousam sobre os justos, e os seus ouvidos estão abertos às suas súplicas.” 1 Pedro 3:12
Talvez hoje você também esteja diante de uma “porta fechada”.
Talvez existam circunstâncias que você não consegue mudar, problemas que não consegue resolver e situações sobre as quais você não possui nenhum controle.
Ore.
Não porque a oração seja poderosa em si mesma, mas porque poderoso é o Deus a quem dirigimos nossas orações.
Ore. Seu Deus é poderoso!