“O último inimigo a ser destruído é a morte.”
1 Coríntios 15:26
Existem inimigos que conseguimos evitar. Outros podemos enfrentar. Há, porém, um inimigo diante do qual toda a humanidade parece igualmente impotente: a morte.
Ela não faz distinção entre ricos e pobres, fortes e fracos, conhecidos e desconhecidos. Gerações nascem, vivem e passam. Impérios desapareceram, homens poderosos foram esquecidos e famílias continuam se despedindo daqueles que amam.
Por mais que a humanidade avance na ciência e na medicina, podemos adiar a morte, combater suas causas e prolongar a vida, mas não conseguimos eliminá-la.
A Bíblia, entretanto, anuncia algo extraordinário: a morte tem os seus dias contados.
Paulo a chama de “o último inimigo”. E afirma que ela será destruída.
Às vezes falamos da morte como se fosse simplesmente uma parte natural da existência humana. Biblicamente, porém, a morte está relacionada à entrada do pecado no mundo.
Paulo escreve:
“Por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte.” Romanos 5:12
A criação que Deus declarou muito boa não foi criada para terminar em cemitérios. A morte aparece na história bíblica como consequência da rebelião humana contra Deus.
Por isso, quando Paulo fala dela em 1 Coríntios 15, ele a chama de inimiga.
A morte separa pessoas que se amam. Separa o corpo da alma. Produz lágrimas, ausência e saudade. Diante de um túmulo percebemos dolorosamente que algo está errado com este mundo.
Mas a história bíblica não termina em Gênesis 3.
Se em Adão entrou a morte, em Cristo chegou aquele que derrotaria a morte.
Jesus não observou a tragédia humana à distância.
Ele entrou nela.
O Filho eterno de Deus assumiu verdadeira humanidade. Conheceu nossas dores, chorou diante do túmulo de Lázaro e, finalmente, caminhou voluntariamente em direção à sua própria morte.
Na cruz, Cristo enfrentou aquilo que nenhum de nós poderia vencer.
Ele morreu.
Seu corpo foi colocado em um túmulo.
Por algumas horas, parecia que a morte havia vencido mais uma vez.
Mas o túmulo de Jesus seria diferente de todos os outros.
No terceiro dia, Cristo ressuscitou.
A pedra removida e o túmulo vazio anunciaram que algo absolutamente novo havia acontecido na história humana.
Um homem entrou na morte e saiu dela vitorioso.
Por isso Paulo chama Cristo de:
“as primícias dos que dormem.” 1 Co 15:20
As primícias eram os primeiros frutos de uma colheita maior. O primeiro fruto anunciava que outros estavam chegando.
Assim também acontece com a ressurreição.
Cristo não ressuscitou apenas para mostrar que poderia vencer a morte. Ele ressuscitou como o primeiro de uma grande colheita de ressuscitados.
Sua ressurreição é a garantia da nossa.
E porque estamos unidos a Cristo, a morte também não poderá nos reter para sempre.
Aqui surge uma pergunta que todos fazemos:
Se Cristo venceu a morte, por que ainda morremos?
Porque existe uma diferença entre a vitória conquistada e a vitória consumada.
A ressurreição de Cristo decretou a derrota da morte. Mas sua eliminação definitiva acontecerá quando Cristo retornar.
É o conhecido “já e ainda não” da vida cristã.
Cristo já venceu.
Nós ainda morremos.
Cristo ainda voltará.
Os mortos ressuscitarão.
E então a morte deixará de existir.
Por isso não existe contradição entre dizer que Cristo destruiu o poder da morte e afirmar, como Paulo:
“O último inimigo a ser destruído é a morte.”
1 Coríntios 15:26
A sentença já foi pronunciada. O inimigo está condenado. Falta apenas a execução definitiva da sentença.
Quando Cristo retornar e os mortos forem ressuscitados, a morte perderá definitivamente sua função.
Então se cumprirá:
“Tragada foi a morte pela vitória.” 1 Coríntios 15:54
E finalmente:
“E a morte já não existirá.” Apocalipse 21:4
O último inimigo foi destruído.