"Entrou Jesus no templo e expulsou todos os que ali vendiam e compravam; também derribou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas. E disse-lhes: Está escrito: A minha casa será chamada casa de oração; vós, porém, a transformais em covil de salteadores." (Mateus 21:12 13)
Naquele dia, Jesus fez algo que muitos consideraram inaceitável. Ele confrontou um sistema religioso corrompido, denunciou o pecado publicamente e desafiou interesses financeiros e políticos estabelecidos. Aos olhos da sociedade, sua atitude foi escandalosa; aos olhos de Deus, foi um ato de perfeita obediência.
Jesus não agiu para provocar uma polêmica nem para parecer revolucionário. Seu compromisso era com a santidade da casa de Deus e com a verdade das Escrituras. Ele foi biblicamente correto, ainda que isso o tornasse, aos olhos dos homens, alguém "politicamente incorreto".
Essa sempre foi a marca dos servos de Deus.
João Batista também se recusou a negociar a verdade. Diante de Herodes, não silenciou sobre o pecado do rei. Pelo contrário, declarou: "Não te é lícito possuir a mulher de teu irmão." (Marcos 6:18). Sua fidelidade lhe custou a liberdade e, posteriormente, a própria vida.
O apóstolo Paulo seguiu o mesmo caminho. Mesmo enfrentando perseguições, prisões e rejeição, nunca alterou a mensagem para agradar as pessoas. Por isso escreveu:
"Porventura procuro eu agora o favor dos homens ou o de Deus? Ou procuro agradar a homens? Se agradasse ainda a homens, não seria servo de Cristo." (Gálatas 1:10)
O mundo deseja moldar a verdade às preferências humanas. Entretanto, a missão da igreja não é adaptar as Escrituras à cultura, mas permanecer fiel à Palavra de Deus. O nosso compromisso não é ser ofensivos, arrogantes ou provocadores. Também não é buscar o rótulo de "politicamente incorretos". Nosso chamado é muito maior: sermos fiéis a Cristo.
Quando a cultura se afasta da verdade, permanecer firme nas Escrituras inevitavelmente fará com que sejamos vistos como pessoas ultrapassadas, intolerantes ou politicamente incorretas. Ainda assim, nossa maior preocupação não deve ser a aprovação da sociedade, mas a aprovação do Senhor.
Que Deus nos conceda a coragem de João Batista, a perseverança de Paulo e, acima de tudo, a fidelidade de Cristo. Que permaneçamos firmes na verdade, falando-a em amor, sem negociar um único ensinamento da Palavra de Deus.
"Importa obedecer a Deus do que aos homens." (Atos 5:29)