“Melhor é serem dois do que um…”
Eclesiastes 4:9-12
Desde a criação, Deus declarou: “Não é bom que o homem esteja só” (Gn 2:18). Embora essa afirmação tenha sido feita no contexto do casamento, ela revela um princípio muito maior: Deus não criou Seu povo para viver isolado.
Na vida cristã, ninguém foi chamado para caminhar sozinho. O mesmo Deus que nos une a Cristo pela fé também nos une ao Seu povo. A comunhão dos santos é uma dádiva da graça, um dos meios que Deus usa para preservar, fortalecer e amadurecer Seus filhos.
Eclesiastes nos apresenta pelo menos três benefícios dessa comunhão.
1. Caminhamos melhor quando servimos juntos.
“Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho.” (Ec 4:9)
Deus distribuiu dons diferentes aos membros do corpo de Cristo para que ninguém seja autossuficiente. Precisamos uns dos outros.
O Reino de Deus não é construído por homens extraordinários, mas por pecadores alcançados pela graça, servindo juntos para a glória de Cristo.
“Porque nós somos cooperadores de Deus.” (1Co 3:9)
2. Permanecemos firmes quando sustentamos uns aos outros.
“Porque, se caírem, um levanta o companheiro…” (Ec 4:10)
Vivemos em um mundo marcado pelo pecado, pelas tentações e pelas aflições. Em muitos momentos tropeçamos, desanimamos ou enfraquecemos.
É justamente por isso que Deus nos deu irmãos na fé.
Somos chamados a exortar, consolar, corrigir e restaurar uns aos outros, para que ninguém endureça pelo engano do pecado.
“Exortai-vos mutuamente cada dia…” (Hb 3:13)
A comunhão da igreja é um instrumento que Deus usa para preservar Seus filhos até o fim.
3. Resistimos ao inimigo quando permanecemos unidos.
“Ainda que um seja vencido, dois lhe resistirão…” (Ec 4:12)
A vida cristã é uma batalha espiritual.
O diabo procura isolar o crente porque sabe que uma ovelha afastada do rebanho torna-se presa mais fácil.
Mas Deus fortalece Seu povo através da comunhão da igreja, da oração, da Palavra e do encorajamento mútuo.
Cristãos isolados tornam-se vulneráveis; cristãos unidos edificam-se mutuamente na fé.
“Levai as cargas uns dos outros…” (Gl 6:2)
Conclusão
Nossa comunhão não existe apenas para tornar a vida mais fácil, mas para nos conduzir à perseverança em Cristo.
Deus não apenas nos reconciliou consigo mesmo por meio da cruz; Ele também nos reconciliou uns com os outros, formando um só corpo.
Não despreze a comunhão da igreja. Ela é um presente da graça de Deus e um dos instrumentos pelos quais Ele sustenta Seu povo até o fim.
“Aquele que anda sozinho pode até caminhar mais rápido por um tempo, mas quem caminha com o povo de Deus persevera até o fim pela graça de Cristo.”