A história de Sodoma e Gomorra é muito conhecida, mas sua advertência é frequentemente esquecida.
Recentemente ouvi alguém dizer: “Há muito pecado no mundo.” E isso é verdade.
O que poucos querem admitir é que o mundo em que vivemos está mergulhado no pecado, assim como aquelas cidades estavam.
Na Escritura, Sodoma e Gomorra podem ser resumidas em uma palavra: perversidade.
“Ora, os homens de Sodoma eram maus e grandes pecadores contra o Senhor.” (Gênesis 13:13)
Ló sabia disso, e ainda assim escolheu viver perto dali. O texto diz:
“Ló habitou nas cidades da planície e armou as suas tendas até Sodoma.” (Gênesis 13:12)
Aparentemente era um lugar bonito, fértil e promissor. Mas moralmente era um lugar corrompido. Muitas escolhas que parecem vantajosas aos olhos carregam riscos espirituais profundos.
Ninguém decide viver perto do pecado sem ser afetado por ele.
No início, Ló não morava dentro da cidade — apenas perto. Mas a proximidade gera familiaridade, e a familiaridade enfraquece a vigilância. Quando os anjos chegaram à cidade (Gênesis 19:1), Ló já estava sentado à porta, posição reservada a homens de influência.
O que começou como aproximação terminou em envolvimento.
Essa é a lição esquecida: o pecado raramente nos conquista de uma vez. Ele avança em etapas silenciosas. Primeiro toleramos, depois convivemos, e por fim participamos.
A queda não é repentina, ela é construída por pequenas concessões.
Não sejamos ingênuos ao pensar que podemos armar nossas tendas perto de más influências e permanecer intocados.
A Escritura nos adverte:
“Não vos enganeis: as más companhias corrompem os bons costumes.” (1 Coríntios 15:33)
A pergunta não é apenas: “Isso é pecado?”
Mas também: “Isso me aproxima ou me afasta de Deus?”
A vida de Ló nos ensina que viver perto da perversidade sempre terá um preço.
Que não esqueçamos a lição.