“Pois onde estiver o seu tesouro, aí também estará o seu coração.” (Mateus 6:21)
Sempre existiram entre os cristãos aqueles que questionam a validade do dízimo na igreja.
Em Gênesis 14:20 encontramos a primeira menção bíblica ao dízimo. Abraão o entrega a Melquisedeque, revelando que essa prática já era conhecida muito antes da lei mosaica. Mais tarde, o dízimo foi incorporado à lei para sustentar os levitas, que se dedicavam integralmente ao serviço do templo (Números 18:24,26).
Se o dízimo existia antes da lei e foi usado para manter aqueles que serviam a Deus, por que não poderia ser válido hoje para a manutenção da igreja e o sustento dos pastores?
A diferença entre a lei e a graça está no motivo, não no princípio. Na lei, o dízimo era obrigação. Na graça, ele deve ser expressão voluntária de fé.
Ninguém agrada a Deus dando por imposição. Deus se agrada quando ofertamos com fé, amor e consciência de que a igreja precisa ser sustentada e de que aqueles que se dedicam ao ministério são dignos de viver dele. O próprio apóstolo Paulo demonstrou essa preocupação (1 Timóteo 5:18).
Mesmo sem me sentir obrigado a dizimar, sempre fui dizimista — e continuei sendo depois de ser ordenado ao pastorado.
Você quer saber por quê?
1. Porque minha confiança deve estar em Deus, e não no dinheiro. (1 Timóteo 6:17)
2. Porque meu amor por Deus é resposta ao amor que Ele teve por mim. (1 João 4:19)
3. Porque aqueles que se dedicam ao ensino da Palavra são dignos de sustento. (1 Timóteo 5:18)
4. Porque a generosidade molda o nosso caráter. (Atos 20:35)
5. Porque a igreja deve socorrer os irmãos em suas necessidades. (2 Coríntios 9:1-13)
6. Porque a igreja deve investir em missões.
(Filipenses 4:10-19)
A graça nos torna livres — livres não para dar menos, mas para oferecer a Deus todo o nosso ser, e não apenas uma parte dos nossos ganhos.
Sou pastor há 22 anos. Durante grande parte desse período trabalhei em uma multinacional e permaneci fiel no dízimo, mesmo sem receber salário da igreja.
Em 2021 me aposentei, e a igreja entendeu ser justo estabelecer uma ajuda financeira para complementar minha aposentadoria. Como afirma a Escritura: “Digno é o obreiro do seu salário.”
Para mim, ser dizimista nunca foi peso. Sempre foi privilégio.