“Servi ao Senhor com temor e alegrai-vos nele com tremor” (Salmo 2:11).
Não é preciso percorrer cada página das Escrituras para perceber a profundidade da pecaminosidade humana; basta observar o que acontece ao nosso redor — e muitas vezes dentro de nós. A fragilidade do coração humano se revela rapidamente quando deixamos de mantê-lo alinhado com a vontade do Pai.
Quando isso acontece, não demora para que tentemos, consciente ou inconscientemente, ocupar o lugar que pertence somente a Ele.
A rebelião não é apenas a marca dos incrédulos; ela ainda tenta se manifestar em nós, os salvos. Sempre que assumimos uma postura de autossuficiência, quando buscamos nossos próprios direitos acima da vontade de Deus, revelamos a semente antiga da serpente: o desejo de governar em nosso próprio trono.
Salomão tinha plena razão ao declarar em Provérbios 4:23:
“Guarda o teu coração com toda diligência, porque dele procedem as fontes da vida.”
O coração é o centro das nossas afeições, motivações e decisões. Por isso, ele é também o alvo preferido das inclinações perversas que residem em nossa natureza caída.
Se negligenciarmos essa vigilância, permitimos que nosso coração tente reinar onde somente Cristo deve governar.
Diante dessa realidade, precisamos viver diariamente em reverência, alegria e tremor diante do Senhor. O temor de Deus preserva nosso coração do orgulho; a alegria no Senhor fortalece nossa confiança; e o tremor diante de Sua santidade nos lembra que não somos senhores de nós mesmos.
Que cada dia seja marcado por uma decisão renovada: entregar o coração ao único Rei legítimo e deixar que Ele governe plenamente sobre nós.