“Disse-lhe, porém, o Senhor: Vai, porque este é para mim um vaso escolhido, para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis, e dos filhos de Israel.” (Atos 9:15)
Até aquele momento, Saulo fazia o que queria. Seguia seus próprios planos, o que considerava certo e o que sua vontade desejava.
“E Saulo, respirando ainda ameaças e mortes contra os discípulos do Senhor…” (Atos 9:1)
Seu desejo era ir até Damasco, prender os cristãos e levá-los a Jerusalém. Mas seus planos seriam frustrados por Jesus.
“…chegando ele perto de Damasco, subitamente o cercou um resplendor de luz do céu.” (Atos 9:3)
A partir desse momento, Saulo não faria mais o que quisesse. Sua vontade seria submissa à vontade de Cristo, e suas ações, guiadas pelo Senhor.
“E ele, tremendo e atônito, disse: Senhor, que queres que eu faça? E disse-lhe o Senhor: Levanta-te, e entra na cidade, e lá te será dito o que te convém fazer.” (Atos 9:6)
Saulo entrou em Damasco, mas não como planejava. Não mais com poder e fúria, mas conduzido pela mão de outros, cego e impotente como uma criança.
“E Saulo levantou-se da terra e, abrindo os olhos, não via ninguém. E, guiando-o pela mão, o conduziram a Damasco.” (Atos 9:8)
Aquele que antes queria dominar os cristãos agora é dominado pela graça. O homem que marchava com autoridade agora depende da direção de Cristo.
E que grande mudança houve naquele dia! Saulo entrou em Damasco como perseguidor, mas sairia de lá como pregador. De fariseu orgulhoso, tornou-se um servo cheio do Espírito.
“Irmão Saulo, o Senhor Jesus, que te apareceu no caminho por onde vinhas, me enviou, para que voltes a ver e sejas cheio do Espírito Santo.”
(Atos 9:17)
Cristão é todo aquele que teve um encontro real com Cristo — que deixou para trás a velha vida e passou a obedecer à vontade de Jesus.
A verdadeira conversão acontece quando a pergunta de Saulo se torna a nossa:
“Senhor, que queres que eu faça?”
“E logo nas sinagogas pregava a Cristo, que este é o Filho de Deus.” (Atos 9:20)
Nosso livre-arbítrio tem limites; o de Cristo, não. Ele escolhe quem quer, quando quer, e para fazer o que Ele quer.
E quando Ele escolhe, transforma completamente — de inimigo, faz amigo; de perseguidor, faz pregador; de pecador, faz servo fiel.